A intervenção do jornalismo na política brasileira

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No dia 15 de agosto começam os alto falantes com os jingles ecoando pelas avenidas e as armadilhas de papéis em todas as calçadas, postes e outdoors. Preste atenção onde pisa para evitar quedas ou outro tipo de acidente. Dificilmente qualquer um desses “informes” impressos com a carinha de um político irá anunciar que lixo na calçada é crime e representa perigo para o pedestre.

Apesar de um “jeitinho” muitas vezes carregado por aquela estigma que já não é mais de um brasileiro tão “bonzinho” assim, ainda restaria orgulho de viver em um país democrático, onde as divisões políticas são bem definidas em suas extremidades territoriais com um sistema eleitoral majoritário para Presidente e demais chefes do executivo.

Só que não é bem assim.

Como visto e sentido no próprio bolso, esse modelo tem se mostrado ineficiente no país, distanciando a população da fiscalização sobre as ações dos eleitos e incentivando a escolha superficial desses representantes políticos.

Consequentemente, a inutilização ou falta de interesse nos recursos disponíveis para conhecer melhor os candidatos, faz gerar uma certa negligência também dos eleitores, já que o simples ato de votação é um dos fragmentos do repertório que compõe a prática cidadã.

Cada vez mais habituadas com as aplicações digitais, pessoas de diferentes regiões do país podem contar com os mais variados recursos capazes de torná-las mais participativas na política e na sociedade de um modo geral.

Por isso, informações com dados oficiais e que são alimentados e registrados em tempo real a partir de denúncias, agora e mais do nunca são ferramentas importantes de combate aos problemas sociais, além de serem fontes primárias para o jornalista investigativo ou mesmo repórter cidadão.

De acordo com os últimos dados levantados pelo TSE, existem aproximadamente 147 milhões de pessoas devidamente regularizadas junto ao órgão e que em outubro deste ano poderão eleger seus candidatos políticos.

A pesquisa realizada entre 2014 e 2018, aponta que apesar da redução no crescimento do eleitorado de jovens, o número de brasileiros que vivem no exterior, de mulheres e aposentados acima de 70 anos aumentou. Isso comprova que votar é uma atitude que requer entendimento civico e mais do que isso, é preciso ter disposição para observar e vigiar melhor o nosso país.

Órfãos de uma educação pública de qualidade e distantes da noção de realidade sobra política, famílias de baixa renda tendem a serem mais suscetíveis em acreditar nas informações que são publicadas ou disseminadas na rede sem qualquer tipo de verificação.

Por esse motivo que o trabalho de filtragem e apuração de jornalistas, neste caso de “gatekeeper” é fundamental.  Principalmente durante o período eleitoral, em que as informações disparadas pelas assessorias de imprensa dos candidatos nem sempre caminham junto com a verdade.

O papel do profissional de comunicação, seja ele repórter ou editor de um jornal não se resume em apenas informar o seu público leitor, mas também em explicar de forma clara e independente o que determinada notícia ou resultado desta podem afetar ou não a vida do cidadão.

A intervenção do jornalismo na política brasileira

As mídias sociais têm um papel importante e influenciador na sociedade quanto a difusão da informação e responsabilidade com a verdade. O mesmo ocorre como a imprensa. Considerado o Quarto Poder, o jornalismo impera sob a cobrança no governo em relação aos serviços prestados. No Brasil, há vários escândalos políticos que foram desvendados por jornalistas como, por exemplo, o famoso caso do “Mensalão”.

A noção do jornalismo como Quarto Poder legitimado pelas teorias democráticas realçam a atuação do jornalista como provedor de informações. Profissional essencial para tornar a opinião pública politicamente mais fortalecidade e consequentemente a sociedade como um todo mais esclarecida, separando o que é senso comum do que são fatos devidamente comprovados.

Nos últimos anos tem sido comum o surgimento de novos projetos e iniciativas de transformação social que buscam o comprometimento com a verdade e a transparência ao transmitir os fatos de interesse público.

O Google, que em 2016 foi acusado dessa prática, em detrimento das eleições nos Estados Unidos, hoje incentiva estudantes e jornalistas com cursos e práticas de apuração de dados e investigação de fatos com o projeto Google Initiative.

Tal iniciativa, reforça a necessidade em observar os novos modelos de jornalismo e os diferentes formatos de produção e propagação de notícias por meio deste que é o gigante dos mecanismos de busca e responsável pela maior parte dos resultados das pesquisas feitas pelos usuários de internet.

A cada ano mais presente no impacto da economia mundial, o Google tem sido alvo de investigações de entidades judiciais dos Estados Unidos e da União Européia que apontam práticas abusivas, por meio da fixação de anúncios patrocinados por grandes empresas, o que leva a uma concorrência desleal aos pequenos empresários.

De acordo com a atual Comissária Europeia da livre concorrência, Margrethe Vestager: “É muito difícil achar rivais, pois, na maioria das vezes, você só vai encontrá-los na quarta página em seus resultados de pesquisa”.

Nem sempre a melhor apuração de um veículo de pequeno porte será considerada importante ao grande mecanismo de busca, devido ao seu baixo orçamento publicitário. É o que sugere o repórter investigativo de “O Globo”, Guilherme Amado: “Na contramão, a grande mídia, arrogante e sem saber lidar com a competição, quase sempre ignora o que os veículos pequenos fazem.” Membro em Standford pela John S. Knight Journalism, Guilherme também representou a imprensa do Brasil no Collaborative Journalism Summit, realizado no mês de maio deste ano em New Jersey, juntamente com o JornalismoColaborativo.com que pela segunda vez consecutiva esteve presente no congresso em parceria com o Center for Cooperative Media.

Isso reforça o quanto é fator determinante para a sociedade compreender a importância de sua participação nos âmbitos políticos, sociais e econômicos. Aguçar seu olhar crítico para não ficar a mercê do monopólio da informação das grandes mídias ou até mesmo se fazer valer do uso de aplicativos que representam uma alternativa à participação política é dever de todos.

Se você acredita que suas ações tem o poder de transformar e melhorar o regime democrático, então comece mobilizando vizinhos,  familares, amigos e outros colegas a serem mais participativos durante os eventos parlamentares, interferindo desde o poder legislativo ao executivo.

Está mais do que em tempo de aprendermos a cobrar para construir uma sociedade mais livre, justa e solidária. O primeiro passo, é não ficar só assistindo. Mostre sua cara, escreva e dê voz  à democracia. Participe!

Nesse contexto, a rede de comunicação do Jornalismo Colaborativo, sediada em São José dos Campos, se apreenta como um veículo de jornalismo digital independente por meio de reportagens, investigações políticas, científicas e locais, pautadas na veracidade e na publicação de notícias relevantes.

Desde 2013, o JC busca trabalhar como uma ferramenta de combate à corrupção e o monopólio da informação.


Fonte: Jornalismo Colaborativo

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